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Dengue movimenta unidades de saúde em BH
O aumento do número dos casos de dengue em Belo Horizonte tem provocado apreensão entre a população. Muitas pessoas com os sintomas da doença, causada pelo mosquito Aedes aegypti, lotaram ontem as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da cidade e enfrentaram horas de espera por um atendimento médico. A demora era tanta que uma usuária do sistema público de saúde, que chegou à UPA Venda Nova por volta da meia-noite de sexta-feira, não conseguiu aguardar e acabou voltando para casa na manhã de ontem. A dona-de-casa e vizinha dela, Marli Coelho, de 52 anos, conta que a mulher, que está com suspeita de dengue, passa muito mal. “Ela sequer foi atendida. Isso é um desrespeito com a gente”, ressalta.
O pedreiro Lino Bernardes, de 45 anos, reclamava de febre, dores de cabeça e pelo corpo todo. Ontem, ele procurou a UPA Venda Nova às 9h e só foi recebido pelo médico por volta das 15h. Ele diz que passou uma semana na Ilha do Mangabal, em Três Marias (Região Central de Minas), onde começou a sentir os sintomas da doença. “Estou mal há três dias. Nem consegui ficar lá. Tive que vir embora para procurar atendimento. Sinto que, à noite, as dores pioram e não consigo dormir”, declara.
Na UPA Leste, a movimentação de pessoas com sintomas da doença foi pequena. A paciente Juliana Paula Oliveira, de 27 anos, que ficou internada durante toda a sexta-feira por causa da dengue, foi transferida para a Santa Casa de Belo Horizonte. Ela, que na quinta-feira foi flagrada pelo Estado de Minas na UPA Leste, chorando por não poder receber soro por falta de vaga, depois de uma longa espera por atendimento, pode estar com dengue hemorrágica. Contudo, a SMSA informa que ainda não há nenhuma confirmação sobre essa suspeita.
A indignação pela demora no atendimento deixou o estudante Gustavo Henrique do Espírito Santo, de 17 anos, bastante nervoso. Ele alega que chegou à UPA Norte às 6h e, até as 10h15 tinha sido avaliado somente pelas enfermeiras do acolhimento. “Estou muito indisposto, com dores de cabeça, sem força e, à noite, tive febre e calafrios. Tinha que ter mais médicos no plantão. Deveriam nos respeitar, porque, com o estresse de aguardar, sinto que minha situação só piora”, comenta.
De acordo com a gerente da UPA Norte, Silvana Nascimento, Gustavo foi chamado duas vezes para ser atendido, mas não teria respondido. Ela garante que a espera na unidade tem sido de, aproximadamente, duas horas. “Os casos da dengue têm aumentado, bem como a demanda. Porém, temos que respeitar o processo de classificação de risco, uma vez que atendemos emergências e várias outras patologias”, justifica. Ela acredita que, a partir do próximo fim de semana, quando alguns postos de saúde passarão a atender os casos de dengue, das 8h às 17h, os pacientes serão avaliados com mais agilidade.
Dados da Secretaria de Saúde revelam que a Região Norte de Belo Horizonte é a que mais registrou casos da dengue clássica (201), seguida pela Leste (36) e Venda Nova (34). A quarta região mais afetada por essa forma da doença é a Noroeste (27). Em seguida vem a Nordeste (20), Pampulha (16), Oeste (15), Centro-Sul (12) e Barreiro (3). Há sete casos de dengue com complicações, sendo seis na Norte, um na Nordeste e um na Noroeste. Venda Nova é a região que teve o único caso de dengue hemorrágica da capital.
Capacitação
Cerca de 400 pessoas, entre adolescentes de 16 a 18 anos assistidos pela Associação Profissionalizante do Menor (Assprom) e seus familiares, participaram ontem, no auditório da SMSA, de treinamento sobre as medidas de controle da dengue e combate aos focos do mosquito transmissor. Os jovens participarão de mobilizações no próximo sábado. Semanalmente, outros grupos serão capacitados e a expectativa da Secretaria de Saúde é de treinar, ao todo, 2.807 pessoas.
Importante ressaltar a questão da subnotificação que atinge todo o Brasil. Se é citado cem casos, provavelmente tivemos mil casos! E hora do governo acordar para o problema o mês de março só esta se iniciando.
Important to highlight the issue of underreporting that reaches throughout Brazil. It is cited one hundred cases, probably had thousand cases! And time of government agreed to the problem the month of March only this is starting. |
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O que é a dengue hemorrágica?
Quando alguém se contamina com o vírus da dengue, desenvolve a doença, que dura uma semana sem outras complicações. Mas, se a pessoa se contaminar outra vez com um outro tipo de vírus da dengue, ela pode desenvolver a forma hemorrágica da doença. Por exemplo, uma pessoa pode se contaminar com o vírus da dengue tipo 1 e depois de um tempo se contaminar pelo vírus tipo 2. Nesse caso, ela pode desenvolver uma forma grave da doença - é a chamada dengue hemorrágica, em que a pessoa doente pode ter sangramentos com choque e morte.
What is the haemorrhagic dengue? When somebody contamination with the dengue virus, develop the disease, which lasts a week without other complications. But, if the person is corrupt once again with another type of the dengue virus, it can develop the form of hemorrhagic disease. For example, a person can contaminate with the dengue virus type 1 and after a time if corrupt by virus type 2. In this case, it may develop a severe disease - is called hemorrhagic dengue, in which the person.
What is the haemorrhagic dengue? When somebody contamination with the dengue virus, develop the disease, which lasts a week without other complications. But, if the person is corrupt once again with another type of the dengue virus, it can develop the form of hemorrhagic disease. For example, a person can contaminate with the dengue virus type 1 and after a time if corrupt by virus type 2. In this case, it may develop a severe disease - is called hemorrhagic dengue, in which the person.
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Na dengue hemorrágica, as plaquetas caem muito e a pessoa pode morrer em conseqüência dos sangramentos. Com a disseminação do mosquito, há um risco maior da pessoa se infectar por mais de um vírus e desenvolver a dengue hemorrágica.
O tratamento da dengue é somente de suporte, ou seja, não há um medicamento específico para tratar a doença. O tratamento consiste em deixar o paciente em repouso, hidratado, sem febre e sem dor. Se o paciente apresenta um sangramento grave, ele deve receber tratamento específico em um hospital. Não se deve usar ácido acetilsalicílico (presente em medicamentos como a Aspirina) para diminuir a febre ou a dor em pacientes com suspeita de dengue. O ácido acetilsalicílico age sobre as plaquetas, diminuindo a capacidade do corpo de formar coágulos. Por isso, ele deve ser evitado na suspeita de dengue. O Ministério da Saúde recomenda o uso de acetaminofen para o controle da febre e da dor na suspeita de degue, nunca ultrapassando o limite de 3 g por dia.
Se você acha que pode estar com dengue, procure logo um serviço de saúde. O diagnóstico é feito por exame de sangue. É importante que se confirme que foi realmente um caso de dengue, pois isso serve como um termômetro que vai nos dizer como está o controle da doença no país.
Eu contra-indico o acetaminofen por causa de suas complicações hepáticas, no meu modo de ver é melhor a dipirona, que é um produto de origem alemã. CH. |
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Ciclo de transmissão da doença
A dengue não é transmitida de uma pessoa a outra. Ela é transmitida para o homem pelo mosquito Aedes aegypti, que pode carregar o vírus por 10 a 14 dias depois que pica alguém com a doença. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos na água parada em vasos, garrafas e pneus, por exemplo, deixados no quintal das casas. Os ovos se transformam em larvas que podem viver na água durante uma semana.
Larvas do mosquito
Depois disso, se transformam em mosquitos adultos. Quem pica os adultos são as fêmeas do mosquito, que vivem em média 45 dias. A transmissão da doença é rara quando a temperatura cai abaixo de 16oC. A temperatura ideal para o mosquito é acima de 30oC, por isso a doença acontece com maior freqüência no verão. As fêmeas precisam colocar seus ovos em um local quente e úmido. Os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver até um ano em condições adversas, como uma seca prolongada, grudados na parte externa de um recipiente, por exemplo. O transporte desses recipientes contaminados faz com que os ovos se espalhem por uma grande área.
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Como é o mosquito da dengue?
Segundo informações do Ministério da Saúde, o mosquito Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça. Segundo algumas pesquisas recentes, a fêmea do Aedes voa até mil metros de distância de seus ovos, capacidade muito maior do que se acreditava. | |
Aedes aegypt
Quadro clínico Existia duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. Depois de contaminado pelo vírus, demora de 2 a 7 dias para a pessoa contaminada desenvolver a doença. Os quatro vírus da dengue apresentam um quadro clínico muito semelhante. A forma clássica da dengue se caracteriza por um início abrupto de febre, mal-estar, dor de cabeça, dor atrás dos olhos ou irritação nos olhos, dor nas juntas e dores musculares e nas costas. Além disso, pode aparecer uma vermelhidão na pele (rash cutâneo) acompanhado de aumento de gânglios. Os sintomas duram em torno de uma semana. Podem aparecer nesse período outros sintomas como náuseas, vômitos e lesões de pele. Sintomas de resfriado como nariz entupido ou coriza nunca aparecem. Por isso, a presença desses sintomas afasta o diagnóstico de dengue.
O diagnóstico é feito por um exame de sangue que identifica a presença de anticorpos IgM (um tipo de anticorpo que se forma nas doenças agudas) contra o vírus da dengue. O exame de sangue (hemograma) também pode mostrar diminuição dos glóbulos brancos (leucócitos) e das plaquetas, que são células do sangue que ajudam no processo da coagulação. Isso explica a presença de sangramentos em pessoas com dengue. |
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Quadro clínico Existe duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. Depois de contaminado pelo vírus, demora de 2 a 7 dias para a pessoa contaminada desenvolver a doença. Os quatro vírus da dengue apresentam um quadro clínico muito semelhante. A forma clássica da dengue se caracteriza por um início abrupto de febre, mal-estar, dor de cabeça, dor atrás dos olhos ou irritação nos olhos, dor nas juntas e dores musculares e nas costas. Além disso, pode aparecer uma vermelhidão na pele (rash cutâneo) acompanhado de aumento de gânglios. Os sintomas duram em torno de uma semana. Podem aparecer nesse período outros sintomas como náuseas, vômitos e lesões de pele. Sintomas de resfriado como nariz entupido ou coriza nunca aparecem. Por isso, a presença desses sintomas afasta o diagnóstico de dengue.
O diagnóstico é feito por um exame de sangue que identifica a presença de anticorpos IgM (um tipo de anticorpo que se forma nas doenças agudas) contra o vírus da dengue. O exame de sangue (hemograma) também pode mostrar diminuição dos glóbulos brancos (leucócitos) e das plaquetas, que são células do sangue que ajudam no processo da coagulação. Isso explica a presença de sangramentos em pessoas com dengue. |
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