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Toda consulta deve incluir:
1ª. PA sentado/deitado e em pé, pulso, temperatura e quem sabe usar a prova do laço.
2ª. Todo paciente deve ser reavaliado no 1º dia após o final da febre.
3ª. Reavaliar os pacientes até diariamente se necessário.
Sempre:
4ª. Hidratação VO vigorosa sempre 80 ml/kg/dia (adulto) e 50 ml/kg/dia (criança). Utilizar sempre água, reidratante oral e suco de fruta.
5ª. Hidratação EV se necessário, utilizando soro Fisiológico e Ringer com lactato.
6ª. Monitorar o estado geral, a consciência, o sangramentos, a PA (convergência), a hidratação e a perfusão.
Também o hematocrito, o leucograma, a contagem de plaquetas e importante uma ecográfia. |
O governador da Bahia, Jaques Wagner, esteve na manhã desta sexta-feira (13) em Itabuna, sul do Estado para verificar a gravidade no quadro de infestação da dengue na cidade e inaugurar duas unidades de hidratação e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em três hospitais.
As unidades representam um reforço de 71 leitos no tratamento dos infectados pela dengue. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde de Itabuna, já somam 3,1 mil o número de casos da doença com sete mortes, embora os dados oficiais somem apenas quatro óbitos.
ITABUNA: 3,1 MIL CASOS
Quinta-feira, 12 de março de 2009, 19h19min | Online
Forças Armadas irão ajudar no combate à dengue na BA
LÍGIA FORMENTI - Agencia Estado
BRASÍLIA - Vinte médicos e 20 enfermeiros das Forças Armadas serão destacados para trabalhar no atendimento de pacientes com dengue na Bahia, afirmou hoje o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Desde o início do ano, 11.570 casos da doença foram notificados, um índice 248% maior do que o registrado em 2008. Por causa da explosão de casos, o governo da Bahia decretou na última sexta-feira estado de emergência em 7 cidades.
Com aumento do movimento, longas filas são encontradas nos postos de atendimento. Temporão avalia que, por enquanto, não é necessária a instalação de postos de campanha, como ocorreu no Rio na epidemia de dengue de 2008. Mas não descartou essa possibilidade. `Agora o ideal é estabelecer postos de hidratação`, afirmou o ministro, logo depois de participar do lançamento da Caravana Nacional Todos em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Promovida pelo Conselho Nacional de Saúde, a ação vai debater pelo País temas como a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que fixa o piso de gastos públicos de saúde.
Temporão observou que a explosão de casos da doença registrada em seis Estados do País, revelada no primeiro boletim de dengue deste ano, não surpreende. As cidades sob risco, disse, já haviam sido alertadas sobre a necessidade de se combater focos do mosquito transmissor da doença. `Houve descontinuidade nas ações de prevenção`, disse o ministro. |
Erros comuns sobre dengue:
• Dengue não tem tratamento
– O tratamento da dengue é a hidratação.
• Prova do laço positiva = FH
– Prova do laço apenas identifica a fragilidade capilar.
• Dengue + sangramento = FHD
– são necessários 4 critérios (o ponto central na FHD é a perda de plasma).
• FHD acontece sempre na 2ª infecção por dengue:
– a chance de dengue hemorrágica na 1ª infecção é cerca de
0,3% e nas reinfecções chegam a 3%.
• A hemorragia é sempre o que mata na FHD
– em geral o paciente morre de choque hipovolêmico por perda de plasma.
Só a dengue hemorrágica que mata!
– outras possíveis causas de morte são:
• hemorragia grave em dengue clássica com (ex: uma doença
diverticular ou uma péptica prévia).
• sepse secundária;
• Apresentações atípicas graves (hepatite, miocardite, encefalite…). |
Dengue na Gravidez:
O risco de a gestante adquirir dengue é o mesmo de qualquer outro indivíduo. Existem poucas publicações a respeito de complicações para as mulheres grávidas com dengue e seus bebês. Apesar das epidemias ocorridas, má formação congênita não tem sido relatada como associada à dengue. Alguns relatos recentes evidenciaram que, se a mãe estiver infectada com o vírus da dengue em um período próximo ao nascimento do bebê, a criança poderá nascer infectada ou adquirir a doença no momento do parto. Foram relatados casos de mulheres grávidas que apresentaram, de acordo com a idade gestacional, ameaça de aborto ou de parto prematuro, síndrome hipertensiva da gestação, pré-eclâmpsia e eclampsia, todos associados à dengue hemorrágica, com risco de choque hipovolêmico em período próximo ao parto.
O diagnóstico precoce da dengue pode ser dificultado não só pela inespecificidade da clínica e semelhança com outras doenças como também pela possibilidade de confusão com alterações fisiológicas da gestação.
Complicação grave da gravidez, a síndrome HELLP (hemolysis elevated liver enzymes low plaquets) é clinicamente semelhante à dengue hemorrágica, porém com fisiopatologia diversa e abordagem terapêutica completamente diferente.
Desse modo, na gestação, o diagnóstico da dengue depende de observação atenta aos sinais clínicos e aos sinais de alarme, e seu tratamento exige uma equipe de saúde preparada para a abordagem apropriada da mãe e do filho.
http://www.dengue.lcc.ufmg.br
http://www.dengue.lcc.ufmg.br/dengue_cd
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Quinta 19 de março de 2009 Edições nº 12369 19/03/2009
DENGUE HEMORÁGICA
Dengue avança e assusta autoridades da Saúde
Números apontam que 2009 é o ano com maior incidência de casos graves da doença
ADIA BORGES/DC
A dengue é provocada pelo mosquito “Aedes aegypti”.
KEITY ROMA - Da Reportagem
Mato Grosso já acumula 94 casos de dengue grave em 2009, com seis mortes. Historicamente, é no Estado o ano com maior incidência de registros da doença com evolução para febre hemorrágica ou com complicações, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desde 90, nunca haviam sido registrados mais de 25 casos anuais.
“Houve uma queda na quantidade de notificações pela doença, mas os casos com complicações, seja pela hemorragia ou pela entrada em estado de choque pelo paciente, aumentaram demais”, falou a técnica do Programa da Dengue da SES, Rita Borges. Enquanto as notificações gerais em 2009 chegam a 2.813, em 2008 foi 4.980, uma queda de 43%.
Contudo, são os números do estágio grave que preocupam. Em 2008 havia 17 casos do tipo até a terceira semana de março, com quatro mortes. Em 2007, foram 16 casos, com nove óbitos. Este ano, são quase 100.
A SES suspeita que tenha voltado a circular em Mato Grosso, os sorotipos I e II da doença, que no passado já foram causas de epidemias. Porém, só se contrai determinado sorotipo uma única vez. Como a população se renovou, os vírus podem ter voltado a atingir crianças e novos moradores. Nos últimos anos, o sorotipo em circulação era o III, o mais agressivo.
“A evolução da doença depende também da imunidade de cada um. Crianças, idosos, diabéticos e hipertensos têm maior propensão a pegar a dengue com complicações”. Os municípios com situação mais preocupante são Cuiabá, com 275 notificações gerais da doença este ano e 42 casos graves, 13 deles confirmados e duas mortes infantis.
Rosário Oeste também está entre as cidades que estão em alerta. O município registrou 319 casos este ano com seis graves, e duas mortes de crianças, contra apenas 14 casos gerais ano passado. Além das quatro crianças que morreram com febre hemorrágica da dengue em Cuiabá e Rosário, também não resistiram à doença um morador de Tangará da Serra e outro de Nova Nazaré.
Em um caso de morte com suspeita da doença em Nova Mutum, foi descartada a possibilidade de dengue. “Os profissionais de Saúde e a população podem consultar o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) caso tenha dúvidas pelo 0800-6411201”.
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