Opinião.
65 - PC do B.
11 - PP
11- PP.
15 - PMDB.
15 - PMDB.
15 - Deraldino.
DEM & PR
13- PT-Fatima.
Os candidatos.
13 - PT- Rangel.
22 & 25
De Anahí Portilla:
PAZ.
15 - PMDB
13 - PT
22 - PR
15 - PMDB.
PT- Solla- HGI
PDT.
Nara Leão.
Saúde:
Gillette.
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Crônicas:

 

Quem Pagou a Conta?

A CIA na Guerra Fria da Cultura

Frances Stonor Saunders.

 

`Quem Pagou a Conta?` é um livro fascinante e fundamental, que teve uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior. Nele, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder. Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos.



O sábio chinês.

 

Certo dia um sábio chinês presenteou o imperador com um livro. O livro tinha apenas duas paginas. Ao dá-lo, o sábio explicou: No momento mais triste de sua vida, senhor imperador, leia a primeira pagina e feche o livro. E no momento mais feliz, leia à segunda. O presente terá atingido seu objetivo.

 

Tempos depois, o azar abateu-se sobre o império. Uma peste matou parte da população, uma praga destruiu a lavoura, bárbaros invadiram as terras saqueando o que sobrara. Desesperado, o imperador lembrou-se do livro. Na primeira pagina somente uma frase curta: “Isso vai passar”. Incansável e laborioso, ele convocou seus conselheiros e pediu o apoio de seu povo para expulsar os invasores, debelar a peste e recuperar a lavoura.

 

Mais tarde, sua única filha casou-se com o filho de um imperador visinho e os dois países se uniram num imenso império. Feliz da vida, o imperador lembrou-se novamente do livro e foi à segunda pagina, onde se lia apenas outra frase curta: “Isso também vai passar”.

 

Moral da historia: não devemos nos embriagar pelas grandes alegrias nem nos deixar abater pelas frustrações.

 

Texto fornecido pelo cronista e historiador Dílson Araujo.



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