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O Lacen processou 2.309 amostras para sorologia, das quais 1.481 (64%) foram positivas. Foram isolados os três sorotipos (DENV-1 DENV-2, DENV-3), com predominância do DENV2, dentre as 72 amostras processadas. Os laboratórios regionais têm contribuído com o diagnóstico sorológico da Dengue, a exemplo do Centro de Referência em Doenças Endêmicas Pirajá da Silva (PIEJ) em Jequié e os laboratórios municipais de Vitória da Conquista, Ilhéus, Feira de Santana e Porto Seguro. Dentre as medidas de controle de responsabilidade exclusiva da SESAB, a aplicação de inseticida à Ultra Baixo Volume (UBV), adotada quando há confirmação laboratorial de transmissão de Dengue clássico e/ou notificação de Dengue grave, vem sendo realizada em 59 municípios, no sentido de contribuir com a interrupção da transmissão da Dengue.
Diante da identificação da ocorrência de surtos em alguns municípios do estado a partir da 1ª semana de 2009, com registro de altos coeficientes de incidência (Fig. 2), a SESAB vem desenvolvendo ações de apoio, visando controlar os surtos e evitar óbitos e complicações pela doença: Suporte Profissional com deslocamento de equipes técnicas para estruturação e organização do atendimento emergencial nos municípios com maior incidência da doença; Ampliação da Assistência com contratação de novos serviços, abertura de mais de 200 novos leitos para o tratamento da dengue e reforço do corpo clinico nas unidades da Rede Própria; Capacitação sobre o manejo clinico e o diagnóstico da Dengue, presencial e por videoconferência; Aquisição de equipamentos e implementação de novos laboratórios para agilizar o diagnóstico, reforço na distribuição de medicamentos e insumos para o tratamento da Dengue, aquisição e distribuição de equipamentos e mobiliários hospitalares, veículos para o trabalho de campo e ambulâncias para o transporte de doentes; Disque Dengue Estadual—serviço de call – center , Apoio do Corpo de Bombeiros; Apoio do Grupamento Aéreo com sobrevôos com helicópteros da PM em áreas de risco para localização de possíveis criadouros; Campanhas de Comunicação; Aquisição de Equipamentos para Controle do Mosquito, entre outras ações. |
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Situação Epidemiológica da Dengue no Estado da Bahia:
No ano de 2009, até a primeira semana de março, foram notificados 21.407 casos de
Dengue na (Bahia), correspondendo a um aumento de 270% em relação ao mesmo
período de 2008 (5.775). Quanto às formas graves da doença: Dengue com complicações,
Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome do Choque da Dengue registraram-se 496 casos
suspeitos em 71 municípios. Destes, confirmaram-se 161 casos graves e 25 óbitos,
em 41 municípios, assim distribuidos: Anagé (1), Andaraí (1), Apuarema (3), Barreiras (2),
Camaçari (2), Caravelas (3), Castro Alves (1), Cícero Dantas (1), Conceição do Coité (1), Feira
de Santana (3), Floresta Azul (2 óbitos), Guanambi (1), Ibirataia (1 óbito), Ilhéus (14),
Ipiaú (8 casos e 1 óbito), Ipirá (2), Itabela (1 óbito), Itaberaba (2), Itabuna (18 casos e 5
óbitos), Itaetê (1), Itapetinga (2 casos e 1 óbito), Itororó (1), Jacobina (3), Jequié (38 casos
e 3 óbitos), Lauro de Freitas (1), Manoel Vitorino (2), Mata de São João (1), Miguel Calmon
(1), Mirante (1), Nazaré (1), Porto Seguro (14 casos e 5 óbitos), Salvador (22 casos e 3 óbito),
S. Félix do Coribe (1), São Gabriel (1), Serrinha (4), Serrolândia (1), Simões Filho (2 óbitos),
Teixeira de Freitas (1), Ubaitaba (1 óbito), Umburanas (1), Várzea do Poço (1). |
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O assunto a ser tratado e sobre contagem e interpretação de resultado de alteração nas plaquetas circulantes no sangue. Referências de busca: O que são plaquetas, trombócitos, coagulação, como realizar a contagem das plaquetas, valores normais, interpretação, aumento, diminuição, alterações. Plaqueta ou trombócitos são células sanguíneas formadas na medula óssea, a partir de megacariócitos que se fragmentam e estes fragmentos são chamados de plaquetas, por isso são anucleadas, isto é, desprovidas de núcleo. Possuem tamanho de 1,5 - 3,0 micrometros e circulam no sangue como disco achatado, contribui na formação dos coágulos sanguíneos, integrando o processo de coagulação sanguínea. Os valores de referência das plaquetas em adultos e crianças são de 150.000 a 400.000 por mm3 de sangue. O aumento das plaquetas pode ocorrer por: doenças mieloproliferativas - LMC, mielofibrose, policitemia vera, doenças inflamatórias ( febre reumática, artrite reumatóide, colite ulcerativa), doenças malígnas - carcinomas, doença de Hodgkin e outros linfomas. Já as plaquetopenias ou diminuição do número de plaquetas podem ser hereditária como síndrome de Wiskott-Aldrich, de Bernard Soulier e de Fanconi ou adquiridas (púrpura trombocitopênica idiopática secundária a doenças auto-imunes, anemias aplásica e magaloblástica, coagulopatias de consumo, malária, dengue (viroses), leucoses e outras). Depois de tudo que já se falou sobre a dengue, a epidemia, a crise na saúde pública, de quem é a culpa e de quem é o mosquito Aedes aegypti, e os sintomas, falta de controle, entre tantas outras coisas, vou me ater no tema laboratorial - sobre qual exame deve ser feito em casos de suspeita de dengue, resultado, métodos utilizados para fazer o exame. Eu não vou explicar os detalhes de causa, sintomas, efeito, mecanismo de ação, ou medidas de proteção, e cuidados. Vou sim, falar sobre os exames que podem ser feitos quando se suspeita que esteja com dengue. Quais exames se devem fazer nestes casos para descobrir se é realmente dengue?
Bem porque não um pouco de historia recente, ou seja, sobre a dengue no Rio de Janeiro em 2008.
Antes disso, apenas um comentário sobre a “propriedade” do mosquito. Eu não sou morador do Rio de Janeiro, mas escrevendo sobre outra cidade, que também no ano passado, surgiu um grande número de casos de dengue, sendo que na época, o prefeito, sabendo que 2008 seria ano político, depois de não ter tomado nenhuma medida para combater a dengue nos primeiros três anos do seu mandato, resolveu, no último ano, agir. Conseguiu reduzir os casos de dengue no ano de 2008 a níveis imperceptíveis. Diferente das autoridades de saúde do Rio de Janeiro que não tiveram uma percepção sanitária sobre a doença, e muito menos política, que é o que geralmente os preocupa. Mas é claro que não é só os governantes os culpados, a população também tem sua parcela de culpa, claro. Os exames de sangue para detectar dengue. Os sorotipos do vírus sabemos que são 1, 2, 3 e 4 (já encontrado no país) e que o vírus é de uma família que tem várias espécies, entre elas o vírus da febre amarela, e que o material de proteínas que envolve o vírus, possui uma parte que é comum a outros vírus, e este fato pode levar a reações cruzadas, ou seja resultados falso negativos ou falso positivos 1,7%.
Um teste realizado é o Imunoensaio enzimático IgM: detecta anticorpos IgM específicos para os quatro sorotipos. O teste IgM tem a capacidade de detectar anticorpos anti-IgM em praticamente 80% dos pacientes com 5 dias de doença, contados a partir do início dos sintomas; e por volta de 93% dos pacientes com 6 a 10 dias de doença e 99% entre 10 e 20 dias. É importante dizer também que raros pacientes não desenvolvem IgM com até 8 dias da doença. O anticorpo IgM é detectado na doença primária, com valores altos, e na infecção secundária. E também raros pacientes com infecção secundária não se encontra IgM positivo. Já na infecção terciária os valores são baixos ou negativos. IgM pode persistir por mais de 90 dias, mas na maioria torna-se indetectável após 60 dias do início do quadro clínico. Lembrando que se for feito uma coleta de sangue antes do quinto dia, é muito provável que de resultado negativo, pois ainda não estava na data certa para colher o material, como dito acima.
Imunoensaio enzimatico IgG: É menos específico para dengue que os anticorpos IgM o que pode levar a resultados falso positivos. Devido também a aquela parte comum, ou igual a toda família, pode ser que de positivo o IgG em pessoas vacinadas contra febre amarela, por exemplo. É importante a realização dos dois exames IgM e IgG em casos de pacientes reinfectados eventualmente não sofrem elevação da IgM.
Resultado do exame de sorologia para dengue - imunoensaio enzimático:
Geralmente os valores do resultado do exame se apresentam com a seguinte referência: Negativo - Valor menor que 0.90; indeterminado - entre 0.90 e 1,10 e positivos - quando o valor for maior que 1,10.
Portanto, o ideal para realizar a coleta do sangue, que deve ser, depois de um jejum de 8 horas, 7 dias após o início dos sintomas.
Existe ainda o exame PCR para dengue, um teste por metodologia biologia molecular. Em determinadas situações, a dengue, pode evoluir para forma hemorrágica, que raramente acontece na infecção primária. Sendo comum na reinfecção, geralmente quando o vírus causador e o 2 ou 3.
Existe também a possibilidade de realizar o teste rápido para detectar a dengue, que é uma tira impregnada com os reagentes necessários para que quando o sangue do paciente possuir anticorpos IgG e IgM desenvolve a formação de uma linha colorida naquela área, sendo em um local da fita para detectar IgM e outro para detectar IgG e uma linha de controle, para saber se o material esta funcionando corretamente.
Resultado do exame de dengue teste rápido:
Negativo: Uma única linha na área de controle informa que não foram detectados anticorpos IgG e IgM anti-dengue. Faça um novo teste de 3 a 5 dias se a infecção por dengue ainda é suspeita.
Positivo IgM: Linha controle e a linha IgM visíveis na tira, amostra é positiva para anticorpos IgM anti-dengue. Indica uma infecção primária de dengue.
Positivo IgG: Linha controle e a linha IgG visíveis na tira, amostra é positiva para anticorpos IgG anti-dengue. Indica uma infecção secundária de dengue.
Positivo IgG e IgM: Linha controle da linha IgM e a linha IgG visíveis na tira, indica infecção primária tardia e infecção secundária recente. Anti- Dengue IgM/IgG positivo.
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CASO SUSPEITO DE DENGUE CLÁSSICO:
Indivíduo com doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retro orbital, mialgia, artralgia, prostração e exantema, e com exposição à área de transmissão de Dengue ou com presença de Aedes aegypti nos últimos quinze dias.
SINAIS DE ALERTA:
Qualquer um dos sinais e sintomas abaixo: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tonturas, queda da tensão arterial, pele, mãos ou pés frios hemorragias importantes palidez ou rubor facial, pulso rápido e fino, agitação ou letargia desconforto respiratório, diminuição repentina da temperatura redução do volume de urina.
RECOMENDAÇÕES:
Tomar muito líquido: água, suco de frutas, soro caseiro, chás, água de coco e sopas.
Evitar automedicação. Manter a amamentação.
Procurar assistência médica em caso de sinais de alerta. SESAB. |
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Veja os cuidados caseiros simples que ajudam a combater a dengue |
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A água sanitária é uma importante aliada das famílias brasileiras no combate à dengue. 10 ml de água sanitária diluídos em cada 1 litro de água são o suficiente para matar todas as larvas do Aedes aegypt em 24 horas, de acordo com pesquisas desenvolvida pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) a pedido da Abiclor (Associação Brasileira de Indústrias de Cloro, Álcalis e Derivados). Ela pode ser despejada em pias, ralos e calhas.
A solução também pode ser usada na limpeza da casa, em vasos e outros objetos que acumulam água, e também na irrigação de plantas como as bromélias, pois não é prejudicial. Tendo em vista que a água sanitária é um produto acessível à população, inclusive de baixa renda, ela pode ser mais uma “arma” para conter a alta incidência da dengue no País.
O verão é o período do ano mais vulnerável à transmissão da dengue. Nessa época de altas temperaturas e chuvas intensas, é imprescindível uma atenção redobrada quanto à eliminação dos criadouros do mosquito transmissor. Outro fator que contribui para o surgimento de novos casos são as viagens de férias escolares e o Carnaval, quando então as pessoas contraem a doença e trazem para o local (município) de origem. | |
Fique alerta aos sintomas da dengue:
Depois da picada do mosquito com o vírus, os sintomas se manifestam normalmente do 3º ao 15º dia. Esse período é chamado de incubação. O tempo médio de duração da doença é de cinco a seis dias. É só depois do período de incubação que os seguintes sintomas aparecem:
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DENGUE CLASSICA:
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• Febre alta com início súbito. • Dor de cabeça. • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles. • Perda do paladar e apetite. • Náuseas e vômitos. • Tonturas. |
• Extremo cansaço. • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. • Moleza e dor no corpo. • Muitas dores nos ossos e articulações. |
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DENGUE HEMORRÁGICO:
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Os sintomas da dengue hemorrágica no início da doença são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre, com maior freqüência, quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alarme: |
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• Dores abdominais fortes e contínuas. • Vômitos persistentes. • Pele pálida, fria e úmida. • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas. • Sonolência, agitação e confusão mental. |
• Sede excessiva e boca seca. • Pulso rápido e fraco. • Dificuldade respiratória. • Perda de consciência. |
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.
Se você apresenta esses sintomas, vá imediatamente a uma unidade de saúde. |
Fique alerta aos sintomas da dengue:
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PLANTÃO GAZETA |
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20/02/2009 09:30 A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer
A maneira mais eficaz de combater a dengue e não permitindo que o mosquito transmissor da doença nasça. Para isso, é necessário acabar com os 'criadouros' que são os lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito. O alerta é da Secretaria de Saúde de Cuiabá, que esta semana está promovendo um arrastão de combate à dengue nos bairros onde foram constatados o maior número de criadouros do mosquito.
“Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente”, orienta Alessandra Carvalho, coordenadora do Programa de combate à dengue de Cuiabá. E é de forma bem clara e direta que os agentes de endemia conversam com os moradores a fim de conscientizá-los sobre os riscos oferecidos pelo mosquito transmissor:
Confira a seguir outras dicas da SMS para o combate à dengue:
- Pneus velhos são um dos lugares preferidos do mosquito. - Não deixe acumular água em pratos de vasos. Substitua a água dos vasos por areia grossa umedecida. - Esvazie as garrafas e coloque-as de cabeça para baixo. - Mantenha as caixas d’água, poços, latões e filtros bem fechados. - Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou bucha para eliminar completamente ovos de mosquitos.
Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos;
- Limpe calhas e lajes das casas; - Lave bebedouros de aves e animais com escova ou bucha e troque a água pelo menos uma vez por semana; - Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo, em local abrigado; - Fure latas e pneus; - Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas e tudo o que acumula água. O lixo deve ficar o tempo todo fechado.
Autor: Raquel Ferreira |
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